LUIS MOLOSSI

Impegnati x Opportunisti

14 de agosto de 2017

Em português ao final.

 

Poco più di un anno fa (INSIEME 209 Giugno/2016), avevamo scritto "Politici in crisi - La politica continua la stessa ma i politici...", presentando un scenario di crisi che aveva raggiunto il suo apice con l'impeachment del Presidente del Brasile, più di taglio politico che giuridico, seppur in presenza delle inenarrabili irregolarità di qualsiasi governo di turno. Da quel momento in poi le cose sono solo peggiorate e, sempre più, abbiamo notato che quasi sempre (da secoli), persone e gruppi di interesse usano la politica solo come un'oppotunità per fare affari piuttosto che come naturale conseguenza di un percorso di buoni servizi resi, capacità, competenza e, soprattutto, onestà di azioni e principi.

 

Per gli opportunisti non esistono gli ideali, progetti politici o correnti di pensiero; il comportamento è pragmatico. Il bisogno di potere è così grande che tutto diventa lecito, persino alleanze inimmaginabili. Grandi somme di denaro vengono spese per trasmettere una falsa immagine agli organi di informazione, fatta di bassezza morale e mancanza di dignità.

 

E l'amore per la propria "polis" da parte di quelli che ne dovrebbero avere cura, in verità, si è dimostrato, per gli esempi quotidianamente visti, un amore per i propri interessi, il loro "feudo familiare", con l'uso di strategie vecchie e nuove, come abbiamo visto recentemente con "En Marche!" in Francia o lo stesso "Podemos!" in Spagna o, nemmeno più così nuovo, il "Movimento 5 Stelle" in Italia - un'idea molto innovatrice in politica e, evidentemente, parecchio copiata qui in Brasile.

 

Leggendo la nota dell'edizione 221 della Rivista INSIEME, pagina 12, dove venivano riassunte le ultime manovre dei probabili candidati brasiliani al Parlamento Italiano per inizio 2018, risultano chiari questi concetti; a) i candidati naturali, visto che già esercitano un mandato e avendo realizzato ottimi mandati utopici o un bel nulla, hanno diritto a pretendere continuità dell'incarico; b) abbiamo l'interesse dei partiti italiani che, ovviamente, vogliono garantirsi una quota di rappresentanti all'estero, come sempre succede con il PD e Forza Italia; c) abbiamo il Maie che, fin dal 2008, si presenta come un movimento (senza volerlo qui paragonare ai vari "En Marche!" o "Podemos!" che va oltre il semplice partito politico e che, ora, sta venendo copiato dagli altri pretendenti nella disputa delle prossime elezioni italiane all'estero; d) ci sono gli opportunisti che, non eletti o insoddisfatti della politica brasiliana, si sono sentiti e si sentono attratti dalla sfida di un'elezione continentale, spendono soldi e risorse per raggiungere l'obiettivo, usando o prendendo in prestito sigle di concorrenti meno strateghi per raggiungere l'obiettivo prefissato; e) ci sono poi candidati che sono solo candidati e che hanno un qualche spazio per soddisfare la loro ambizione di, un giorno, magari facerla.

 

Dal punto di vista della società, questi atteggiamenti opportunisti e personali, non contribuiscono alla crescita del progetto nazionale e delle politiche pubbliche in corso. La "polis" ha bisogno di nuovi attori, con formazione politica e partecipazione vera nella costruzione di progetti strtturali affinché, realmente, si contribuisca al progresso del paese, con la garanzia dei diritti fondamentali dei cittadini ed il miglioramento costante della qualità di vita di tutta la nazione. Gli interessi elettorali immediati non possono continuare a dettare legge sui fatti della politica. Le manovre, gli accordi, i cambi di partito e sigle, nuove e non, non vanno d'accordo con la maturazione che si dovrebbe verificare nello scenario politico, anche se in presenza di un "appannamento" naturale di alcuni partiti storici, notoriamente collegati alle posizioni della sinistra o della destra, se ciò esiste ancora, in particolare per noi italiani residenti all'estero.

 

A dire il vero ho analizzato con molta preoccupazione questi scenari e, allo stesso tempo che vedo un momento poco rasicurante, mi sento ancor di più responsabile a cercare i mezzi più adeguati e rappresentare gli elettori, con l'impegno che sempre abbiamo avuto rispeto alle loro richieste. Impegno, questo è l'unico modo che noi intendiamo il raggiungimento dell'obiettivo della rappresentanza parlamentare: per la via della rappresentatività legittima delle aspirazioni del nostro popolo. Quello che certi altri "candidati" cercano è solo un'opportunità, spesso solo fine a se stessa, senza interessarsi di chi ha dei principi e si preoccupa con la "polis".

 

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Pouco mais de um ano atrás (Insieme 209-Junho/2016), escrevemos sobre os “POLÍTICOS EM CRISE - A política continua a mesma, mas os políticos...” num cenário de crise que culminou com um impeachment da Presidente do Brasil, mais político que jurídico, não obstante as incontáveis irregularidades de quaisquer dos governos de turno, sendo certo que, desde lá as coisas só pioraram e, cada vez mais, constatamos que, quase sempre e por séculos, pessoas e grupos de interesse, usam a política muito mais como oportunidade de negócio do que consequência de uma trajetória de bons serviços prestados, de capacidade, competência e, principalmente, a honestidade de ações e princípios.

 

Para os oportunistas não existem ideais, projetos políticos ou correntes de pensamento; o comportamento é pragmático. A necessidade de poder é tal que tudo passa a ser permitido, até alianças inimagináveis. Altas somas são dispendidas para uma falsa imagem na mídia, temperada com baixeza moral e grandes doses de falta de dignidade.

 

E o amor à cidade, daqueles que dela deveriam cuidar, na verdade tem se demonstrado, pelos exemplos que vemos reiteradamente, apenas amor à suas próprias causas, seu feudo familiar e o uso de estratégias antigas e novas, como vimos recentemente com os “En Marche!” na França ou mesmo o “Podemos!” na Espanha ou o já não tão novo assim como o “MoVimento 5 Stelle” na Itália, uma ideia bastante inovadora na política e, evidentemente, já devidamente copiada aqui no Brasil.

 

Lendo a nota da edição 221 da Revista Insieme, em sua página 12, onde são resumidas as últimas manobras dos possíveis candidatos brasileiros ao Parlamento Italiano para o início de 2018, ficam claros exatamente estes conceitos: a) os candidatos naturais, pois já exercem mandato e, tendo realizado ótimos mandatos

utópicos ou absolutamente nada, tem o direito a pretender a continuidade no cargo; b) temos os interesses dos partidos italianos que, naturalmente, querem garantir sua quota de representantes no exterior, como sempre ocorre com o PD e o Forza Italia; c) temos o MAIE, que desde 2008, já se apresentou como um movimento – sem nenhuma pretensão aqui de ser comparado aos “En Marche!” ou o “Podemos!” – mais do que um partido político, no que, agora, está sendo copiado por outros pretendentes a disputar as próximas eleições italianas no exterior; d) temos os oportunistas, que, não eleitos ou insatisfeitos com a política brasileira, sentiram e sentem-se atraídos pelo desafio de uma eleição continental, despejam dinheiro e estrutura para alcançar o objetivo, usando ou emprestando siglas de contendores menos estrategistas para chegar ao objetivo e e) temos os candidatos, que são apenas candidatos e que possuem algum espaço ainda para cumprir sua missão de, quem sabe, um dia chegar lá.

 

Do ponto de vista da sociedade, essas posturas oportunistas e personalistas não contribuem com o desenvolvimento do projeto nacional e das políticas públicas em curso. A polis precisa de novos atores, com formação política e participação efetiva na construção de projetos estruturantes para, de fato, contribuir com o avanço do país, com a garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos e com a melhoria cada vez mais da qualidade de vida de toda a nação. Os interesses eleitorais imediatos não podem continuar dando o tom dos acontecimentos políticos. As articulações, acordos, troca-troca de partidos e siglas, novas e nem tanto, não combinam com o amadurecimento que deve ocorrer no cenário político, mesmo com o desgaste natural de algumas legendas, notadamente ligadas às posições de esquerda ou direita, se é que isso ainda existe, especialmente para nós, italianos residentes no exterior.

 

Confesso que tenho analisado com bastante preocupação estes cenários e, ao mesmo tempo que vejo um momento nada animador, me sinto compelido a, mais uma vez, buscar os meios adequados e de representar os nossos eleitores, com o compromisso que sempre tivemos com as suas demandas. E dissemos exatamente compromisso porque é assim que entendemos a única maneira de chegar à condição de parlamentar: pela via da representatividade legítima dos anseios do nosso povo. O que alguns dos outros “candidati” – conforme nota da Insieme – buscam é apenas e tão somente a oportunidade e esta, se for apenas por ela mesma, não interessa a quem tem princípios e preocupação com a polis.

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