ADERIR A UM PARTIDO É UMA ESCOLHA ESTÚPIDA, MAS TALVEZ NÃO

10 de agosto de 2021

Temos que nos unir para combater e não nos autoaplaudir.

 

E esta ação coordenada e forte terá que ter um único líder, um timoneiro carismático e autoritário, um verdadeiro outsider, fora de qualquer circuito midiático e absolutamente não democrático, como a origem impõe, pois quanto menos conhecido, muito melhor, mais encantador e temido será pela massa.

 

Que seja decidido em modo muito coerente e funcional no que tange aos objetivos, o mais indicado para uma situação de emergência social, nos termos da “contingency model” do pesquisador da psicologia social e organizacional austríaco Fred E. Fiedler (03/07/1922, Viena-Áustria – 08/06/2017, Washington-USA), também chamada teoria da eficácia da liderança, onde o controle situacional refere-se a um líder confiante de que a tarefa pode ser realizada com sucesso.

 

Em seguida precisaremos de muito dinheiro e fazer valer as mesmas técnicas de impingir ao adversário da nossa missão denúncias de todo tipo, envolvimento com assuntos perigosos, tais como pedofilia, corrupção e, por que não, que estes sejam taxados como “comunistas”, porque a revolução a fazem os operários/populares, mas quem as imagina e concebe são os financiadores. Então teremos que nos concentrar em poucos objetivos, mas cruciais para anular o inimigo: mídia negativa, pesados impostos e taxas, exército digital de propagação de fake-news, isto é, a boca, o coração e o cérebro do sistema. Teremos que revolucionar o mundo das mídias sociais e unir todas as plataformas que apoiam nosso pensamento. Servem, porém, portais próprios acessíveis a todos em qualquer lugar (sim, podendo partir da Virgínia-USA, por exemplo) e totalmente diferentes dos meios tradicionais. Algo do tipo “WhatsAppdoTiozãodaFarda”, “Byoblu” ou “JornaldaCidade” como modelo jornalístico sem jornalista algum, mas que seja muito incisivo no aspecto ideológico das nossas bandeiras e, claro, nosso “livro preto”, um verdadeiro manual que deve ser seguido por todos, pois as grandes revoluções anteriores se basearam na simplificação da linguagem e instruções muito fáceis de entender, pois chegaremos a milhões de pessoas, como fez Mao Tse-tung. E que as nossas “forças armadas” não tenham um momento sequer de vacilo quanto aos que se opuserem, sejam eles de que classe social, política ou econômica forem.

 

Criada a plataforma digital ampla, mais grupos de luta farão sua adesão, mesmo com algumas divergências. E os recrutados serão milhares, especialmente aqueles de massa crítica baixa. Daí em diante, em marcha, será apenas aplicar as poucas e fáceis regras do “livro preto”. Esta mensagem também deverá ser endereçada àqueles que jamais sequer pegaram em armas, mas que estão prontos e ávidos para a “revolução”, sem muitas vozes, sem muito ruído, sem blá-blá-blá de estado democrático, porque as poucas revoluções que deram certo foram a russa, chinesa, líbia, cubana, iraniana e norte-coreana e sempre foram guiadas diretamente por um único homem: Lenin, Mao, Gheddaffi, Castro, Khomeini e Kim Il-Sung. Sem muito barulho e nenhum escrúpulo, especialmente com os seus, porque a revolução deve ser silenciosa e eliminar todo e qualquer opositor, mesmo os amigos, porque o “bem deve estar acima de tudo”, contando que nós sejamos “as pessoas de bem”, como o serão os milhões por nós protegidos na nossa causa.

 

E, um ótimo slogan e mantra necessário, a ser repetido sem cessar, do tipo: “primeiro nós, os melhores”; “Deus, pátria, família”; “o trabalho liberta”; "rebelar-se é justificado" e assim por diante. Se durar mais que um mandato, como NÃO foi – felizmente – nos EUA, o risco de dar certo é total. Pronto, estará em plena vigência nossa república baseada na idiocracia. E ela será um sucesso!

 

Melhor nem tentar; esqueçam estes meus devaneios ditatoriais passageiros. Não valerá a pena e a história se encarregará de mostrar que isso não é nada bom. Sempre foi assim... e o fundo partidário do próximo ano será de alguns 4 ou 6 bilhões de reais, vejam só.

 

Livrai-nos de tanta estupidez, senhor, já que não há mais a quem apelar!

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